Sensing,
Faking,
Making,
The eternal side of tomorrow, just turning away from me, just turning away from you. Taking the light of our mind, just blacking out of our life.
We need blood, we....
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Ser Jovem
Cheira-me ao espírito adolescente. Com as luzes apagadas, entretendo-nos. É contagiante. Perigosamente imortal, sempre fatal. Arrogância de idade avançada, humildemente estúpidos. Seres de sabedoria eterna, de conhecimento oco.
Sempre preocupados põe-nos debaixo de olho, porque os assustamos com a nossa pequena vida. Destroem a nossa irreverência. Tornam-nos mortos como eles. Máquinas de farda até ao dia que o sol se esgota.
Ensinam os números, as letras. Ensinam a estar calados, a ser 90º. Ensinam a responder aos problemas como eles. Ensinam a não errar.
Quero somar dois mais dois e dizer que é cinco. Queroescrevercomomeapetecer. QUERO GRITAR. Quero ser 67º, 121º, quero dar a volta . Quero perguntar. Quero errar.
Attica
"What a waste of human power
What a waste of human lives
Shoot the prisoners in the towers
Forty-three poor widowed wives"
John Lennon - Attica State
"The savage repression of blacks, which can be estimated by reading the obituary columns of the nation's dailies, Fred Hampton, etc., has not failed to register on the black inmates."
George Jackson
Como foi acabado este glorioso momento de luta
At 9:46 AM on Monday, September 13, 1971 tear gas was dropped into the yard and New York State Police troopers opened fire non-stop for two minutes into the smoke. Among the weapons used by the troopers were shotguns, which led to the wounding and killing of hostages and inmates who were not resisting. Former prison officers were allowed to participate, a decision later called "inexcusable" by the commission established by Rockefeller to study the riot and the aftermath. By the time the facility was retaken, 9 hostages and 28 inmates had been killed.
domingo, 25 de julho de 2010
Sem a Palavra
Tentava perceber, mas faltava-me o significado para este sinónimo. Tentei o antónimo e fui parar ao homónimo, portanto parti para o seu heterónimo, mas deparei-me com o ortónimo.
O seu campo lexical indicava-me que semanticamente nada representava e a neologia nada ajudava, confuso ainda mais fiquei.
Adjectivos, advérbios, verbos e nomes mas não a encontrei. Apreciei, permiti e obriguei, certifiquei-me, calculei e possibilitei, no entanto nem posse tive nem demonstrado ficou. Antítese global em que toda a sua comparação é paradoxal.
O seu campo lexical indicava-me que semanticamente nada representava e a neologia nada ajudava, confuso ainda mais fiquei.
Adjectivos, advérbios, verbos e nomes mas não a encontrei. Apreciei, permiti e obriguei, certifiquei-me, calculei e possibilitei, no entanto nem posse tive nem demonstrado ficou. Antítese global em que toda a sua comparação é paradoxal.
Ela nunca falava
Ela nunca falava. Sentava-se e enquanto bebia o seu café separava-se sem a pressa habitual de quem tentava aproveitar este momento de descanso. Calava-se ou mantinha-se calada, ninguém sabia responder, mas que ela não falava, nunca, toda a gente sabia. Talvez fosse esta apatia que vinha dela, talvez fosse a necessidade de ouvir algo vindo dela, reparava com mais intensidade e ambicionara pelos menos uma onomatopeia arrancada da sua garganta, mas ela nunca falava. Admirava-a enquanto ela fumava, quebrava a respiração quando ela expirava na esperança da palavra que faria sentido ao seu silêncio, no entanto ela nunca falava. Ansiava, enquanto ela pagava, a reclamação comum entre os fregueses, porém ela nunca falava. Angustiado pela sua inexistência, sofria pela palavra que nunca ouvira mas por enquanto ela nunca falava. Se lhe perguntar será que me responde? Respondi perguntado mas mesmo assim descobri que ela não fala.
sábado, 19 de junho de 2010
Ensaio Sobre As Intermitências
Por mais que quiséssemos ela nunca pararia, nunca se cansaria. Não ficaria cega momentaneamente, não olharia mesmo que importasse. Podia ser o violinista, podia ser até aquele país que ninguém sabia onde se encontrava.Génio difuso. Simplicista, pensava, fazia.
Cada vez menos que merecem enumerar, e agora está lá um vazio.
Perguntar de que morreu alguém é estúpido, com o tempo a causa esquece, só uma palavra fica, Morreu.
A propósito, não resistiremos a recordar que a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem.
domingo, 30 de maio de 2010
Cemitério de Casas - Parte II
A parada já terminara, só sobrara o caminho que quase acabara.
Foram ter a um descampado, sombrio, escondido do sol, só sobressaindo as sombras dos andares. Havia de lá de tudo, moradias de cem andares, prédios só com o piso terreno. Nada, era o que se sentia por lá, nada, era o que passava por lá, nada era o que se ouvia por lá, nem a voz do seu fado nem o murmúrio da sua lamentação, Fauna nenhuma, nem pombos a planarem nem ratos a escavarem nem baratas correrem, Flora alguma, daninhas desistiam, heras decresciam, tudo era fugidio.
O filme acabara sem galardões a entregar, Oscar's definhados nem existiam, para aquelas que o sopro já não sobrevivia. Agora só o pouco testemunho que deixavam, mesmo ao ponto de inexistir, da sua efémera magia.
Então escolhiam os seus lugares ao acaso e a sua posição como cabiam, verticalmente ou horizontalmente, desalinhadas ou centradas, apertadas ou alargadas, simplesmente como lhes servia. E o que lhes servia, servia aos outros, compunham-se como os outros lhe convinha sem a preocupação da linha que antes faziam. Mas elas eram em demasia, sempre que uma se mexia a última da fila se arrependia.
Que tristeza era a sua, ansiando que, os que nunca sentiram a sua mágoa de existir para deixar de ser, não tivessem a fortuna que saía a estas poucas mais cedo do que se esperava, e fossem as afortunadas que são mais do que lhe projectaram.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Cemitério de Casas - Parte I
Foram construídas não se sabe bem para que. Desabitadas desde o inicio, foram o sono dos pobres e o desinteresse dos abastados. Demasiadas para todo este demasiado povo, agora caminham para o seu eterno descanso.Iam para um lugar já predeterminado, em fila calma e ordenada, se é que se pode chamar calmo um passo delas ou até ordenado a miscelânea que existia, portanto nada mais se tratava que uma fila. Embora marchassem notava-se no movimento, que se reparava desde que a primeira fila se formara, uma tristeza sombria apontada pela sua cor esbatida. Sentiam-se como um reformado caminhando para a angústia do lar.
Que elas notavam mais era a falta de observadores desta estranha parada, doentio espectáculo, já os habitantes se habituaram, apenas algumas crianças perscrutavam por entre as cortinas mas por alguns breves instantes.
Que elas notavam mais era a falta de observadores desta estranha parada, doentio espectáculo, já os habitantes se habituaram, apenas algumas crianças perscrutavam por entre as cortinas mas por alguns breves instantes.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Casa da Pedra Filosofal
Era tudo o quanto ela me dizia, nada mais exprimia, tudo escondia menos a Pedra Filosofal, como se apenas no sonho nos encontrássemos, constantemente numa nuvem bem definida. E de repente, era assim do nada, como um ser iluminado, fumo desvanecendo, nevoeiro matinal já não difuso. Em dias que o tempo parou, gravou, riscou. Em dias que o tempo parou, gravou, riscou...Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido, de desculpas, de socorro, de abrigo, não consigo. Por isso deixa-me mais próximo de ti apenas com a Pedra. Para termos a nossa tela, cor, pincel, base, fuste e capitel. Para criarmos um desembarque de foguetão sobre a superfície de Júpiter. Tento ter a forca para levar o que é meu, nem tento pegar em nós. Mas devo concordar que às vezes falta-nos a razão.
terça-feira, 11 de maio de 2010
IndieLisboa
Independente, filme de baixo valor, sempre de poucos trocos. Assustador, terrorífico, esclarecedor. Mas este acaba quando termina. Não resiste ao cair do pano. Livre demais para ser apresentado, preso aos locais do costume.
Fala Ricardo Torga
Em que posso ser útil?"
Que merda de conversa, lambendo as bolas de quem liga. Somos a pastilha colada à solda do sapato espezinhado pela a multidão que passa por nós.
"Existe mais alguma coisa que possa ser útil?
Muito obrigado por ter ligado, um resto de boa noite.
Disponha Sempre!"
domingo, 25 de abril de 2010
25 de Abril Sempre
25 de Abril Sempre
Fascismo Não
O Povo Unido Jamais Será Vencido
O Povo Vencido Jamais Esteve Unido
We are not enemies, but friends," said the 16th president. "We must not be enemies. Though passion may have strained it must not break our bonds of affection. The mystic chords of memory, stretching from every battlefield and patriot grave to every living heart and hearthstone all over this broad land, will yet swell the chorus of the Union, when again touched, as surely they will be, by the better angels of our nature."
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Poço de Mimir
Seiva da árvore da vida, corre por ela como magia. Faz tudo crescer à volta dela. Suporta todos os mundos, todos os paraísos, todos os infernos. Desejado por todos os Reis, por todos os guerreiros. Querem força e poder. Ambicionado por todos os vates, por todos os poetas. Querem um som alto e sublimado,
um estilo grandíloquo e corrente. Ansiado por Deuses, por Mortais. Querem viver mais que o outro.
Só peço um gole que me ajude. Um cheiro do seu aroma. Para saber mais longe. Para compreender mais do pouco que conheço. Mas não sei que devo sacrificar, não sei o que mais eu quero.
um estilo grandíloquo e corrente. Ansiado por Deuses, por Mortais. Querem viver mais que o outro.
Só peço um gole que me ajude. Um cheiro do seu aroma. Para saber mais longe. Para compreender mais do pouco que conheço. Mas não sei que devo sacrificar, não sei o que mais eu quero.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Mata, esfola, fode
Mata, esfola, fode. Tenta chegar ao cimo. Tenta acabar a montanha. Tenta tirar os transeuntes. Distrais-te com alucinações. Ópio, Vodka, Ácidos, Absinto e Sexo. Tudo distracções tudo maravilhoso. Perdeste o momento da subida. Ficas atrás de jovens mais gananciosos, velhos mais experientes.
Esquece a subida, apanhas só uma parte da vida. Avança com velocidade moderada. Ganhas calos com as alucinações. Ganhas cor com as distracções. Sexo com ópio, Vodka com ácidos, Absinto com sexo. Até tudo junto. Tenta overdoses, tenta a morte, tenta o universo. Morres sozinho como Rei do mundo. Faleces acompanhado como Escravo do Mundo.
Escolhe tu.
Esquece a subida, apanhas só uma parte da vida. Avança com velocidade moderada. Ganhas calos com as alucinações. Ganhas cor com as distracções. Sexo com ópio, Vodka com ácidos, Absinto com sexo. Até tudo junto. Tenta overdoses, tenta a morte, tenta o universo. Morres sozinho como Rei do mundo. Faleces acompanhado como Escravo do Mundo.
Escolhe tu.
Radar
Radar ligado. Presta atenção a tudo, apanho submarinos inexistentes. Vinte mil léguas submarinas, aéreas e terrestres. Descubro até ao espaço sideral. Não reconheço icebergues que aparecem a um metro de distância. Esfolo-me por olhar até ao meio metro.
Fictício
Sou fictício, só existo na minha criação e mesmo assim mal elaborado. Reajo a tudo a que me aparece de maneira surreal. Tudo me parece irreal. E mesmo assim nesta virtualidade sinto-me distante como se a outro universo pertencesse. Mas morto não estou, vivo ainda não sei. Colho o dia como se fosse real aproveitando cada momento para que a minha criação não se desconstrua.
Acrobacias no Arame
Chega a altura de andar no arame sem rede de segurança. Uns empurram-te, outros puxam-te e mesmo assim seguras-te com ambos os pés. Como conseguiste avançar mais um pé, não sabes. Concretizas apenas a primeira etapa. Só ouves agora incitamentos e avisos. "Têm cuidado" dizem uns e completando com "Volta!". "Força, tu consegues!" exclamam uns e surgindo entre aplausos gritos "És o maior!". Destes todos só reparas num grupo que se mantêm calado, olhando e que nunca intervém. Será que se vão rir? Será que sentem compaixão? Perguntas que te passam pela cabeça mas que de nada valem. Seguras-te com unhas e carne para não fazeres má figura. Entretanto nunca sabes o que vai acontecer a seguir.
domingo, 4 de abril de 2010
St.Anger
Hoje sou o dono da raiva, tão irritado e tão fodido que estou que nem Deus nem o Diabo se atreveriam a meter-se à minha frente, deve ser por isso que hoje me sinto mais sozinho que nunca.
Nem Deus, nem o Diabo (tanto um como outro acredito quem andem sempre comigo, um em cada ombro) parecem hoje estar na minha companhia, hoje sinto-me com a força de um titã, no entanto, sei que essa força só provem da puta da raiva que sinto.
Raiva essa que parece ter-me acertado com toda a sua força, quase como uma força divina que se acercou e entrou dentro de mim, parecendo quer ficar durante muito tempo.
Durante o tempo que a raiva estiver dentro de mim irei andar sozinho, pois ninguém me vai conseguir acompanhar na minha luta desenfreada para que a puta saia dentro de mim, só sei que quando a puta sair eu continuarei sozinho, mas ai já terei Deus e o Diabo nos meus ombros para ora um ora outro me darem as indicações de como irei passar as armadilhas dos trilhos da minha vida, pois eu sei que sozinho ou acompanhado eu irei bater no meu destino com tanta força que ele desejará ter sido o destino de outra pessoa e não o meu!
By: Lariato
terça-feira, 30 de março de 2010
I'm not There
Queremos ser todos como Dylan, livres e preocupados, presos a nenhuma preocupação lutando pela nossa pequena posse de vida, tentado destruir a nosso própria morte. Somos os deambulantes do inferno, pecadores pela nossa própria existência, soldados de Deus.
Não nos interessa as guerras entre Homens, apenas a guerra do eu e o pensamento, enjaulados no labirinto do nosso futuro, vivendo à espera que este momento passe apenas para descobrirmos que o passado enganou-nos em relação ao futuro.
A vida transporta-nos no seu comboio em linha recta e onde acabamos é a única coisa incerta, tentamos sair do seu caminho, trocar de comboio, fugir para outra linha, mas descobrimos que apenas existe este e não será desta vez que seremos imortais que impedirá o destino final.
Só podemos fazer uma coisa, sentarmo-nos e aproveitar a viagem, espremendo toda a borbulha que aparecerá. Sentados faremos a única coisa certa, construindo algo nosso, o nosso castelo de pedra prestes a desmoronar-se como se de cartas tratasse. Escutaremos e passaremos o escutado a outros que, enjaulados, resistem como nós ao passar das estações.
Não mudemos o futuro que ele nada quer connosco, por enquanto somos um mineral impuro daquilo que nos podemos tornar.
Não nos interessa as guerras entre Homens, apenas a guerra do eu e o pensamento, enjaulados no labirinto do nosso futuro, vivendo à espera que este momento passe apenas para descobrirmos que o passado enganou-nos em relação ao futuro.
A vida transporta-nos no seu comboio em linha recta e onde acabamos é a única coisa incerta, tentamos sair do seu caminho, trocar de comboio, fugir para outra linha, mas descobrimos que apenas existe este e não será desta vez que seremos imortais que impedirá o destino final.
Só podemos fazer uma coisa, sentarmo-nos e aproveitar a viagem, espremendo toda a borbulha que aparecerá. Sentados faremos a única coisa certa, construindo algo nosso, o nosso castelo de pedra prestes a desmoronar-se como se de cartas tratasse. Escutaremos e passaremos o escutado a outros que, enjaulados, resistem como nós ao passar das estações.
Não mudemos o futuro que ele nada quer connosco, por enquanto somos um mineral impuro daquilo que nos podemos tornar.
As we fight against the sands
The universe laughs at us
And until we became the freedom
Gods and Jotuns will turn us into sheeps
So let them mok
Let them Laugh
We become Stronger at Dawn
And they will tremble
As we became imortals
segunda-feira, 22 de março de 2010
Sem titulo
Vives a vida num ápice, já tens idade mas estás teso, os teus pais não te dão mais moeda e o que tens já nem chega para o mês. Fumas, bebes e desperdiças o dinheiro nos cafés. Envias curriculum vitae para tudo o que é sítio. Para o Lidl, para o Modelo, para call-centers e até para o bar de strip e para as esquinas. Tentas as entrevistas, perguntam coisas esquisitas, esqueces até do teu nome, duvidas até da própria existência. Sais da sala da entrevistadora, torces toda a tua roupa, enches baldes de suor com o suor da tua camisa. Vais para a rua e acabas com o maço sem dar por isso. Avanças mais um dia e esperas um contacto de alguêm nem que seja do teu chulo.
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